Suas esculturas são feitas em madeira louro canela, que possui um forte aroma, e cipó canela. São navios negreiros, sacis-pererês, representações de indígenas, guerreiros tribais, casas de farinha, biombos e estruturas complexas como casas de farinha articuladas. As peças são todas pintadas nos tons preto e vermelho que eram as cores utilizadas por Nhô Caboclo.
Com 17 anos, foi convidado por Sílvia Coimbra, dona da Galeria Nega-Fulô Artes e Ofícios, em Recife, a trabalhar em seu espaço. Lá conheceu Manoel Fontoura, o Nhô Caboclo (1910-1976) que se tornaria seu mestre e professor.
Com o tempo, Zé Alves foi sendo considerado o discípulo de Nhô Caboclo, tendo assimilado a técnica e algumas das temáticas que o professor explorava, como guerreiros indígenas, lendas populares, como o saci-pererê, e peças que se tornaram emblemáticas, como o catavento e os barcos.
Após o falecimento de Nhô Caboclo, José Alves seguiu na Galeria por mais alguns anos, até que decidiu se mudar para a cidade de Olinda e a partir daí passou a assinar as suas peças como Zé Alves de Olinda. Com a contribuição da arquiteta Janete Costa (1932-2008), a arte de Zé Alves chegou a muitos estados brasileiros e viajou para além mar, assim como o próprio artista que viajou para Portugal em duas ocasiões, França e Suíça, representando a arte popular brasileira.