Nascido em Porto Alegre em 1976, e tendo feito também sua formação acadêmica por aqui , no Instituto de Artes da UFRGS, nestas próximas linhas fala sobre seu momento e sua pesquisa atual que denominou de RETRATOS (entre)linhas e manchas.
“…À primeira vista os retratos tenderam a explorar conceitos referentes à sua época, porém o processo criativo revelou outras possibilidades. Durante o processo as imagens replicadas foram sendo dissociadas de seus significados afetivos, elas passaram a existir apenas como meros vestígios provenientes de uma imagem referencial. Ressignificando o referente através da construção e desconstrução da forma…Nesses retratos , as personagens foram reduzidas ao essencial, sendo afastadas de seu contexto e significado original. A reconstrução dos referentes é uma lembrança oca, representada por uma paleta sucinta, seus corpos esmaecem se confundindo com os demais elementos na composição, se dissolvendo na planaridade do suporte…Alguns artistas tratam a memória como tempo: outros como um lugar. Percebo a memória como o lugar onde habitam uma infinidade de objetos nos quais suas respectivas morfologias estão em constante transformação. Alguns são visíveis e mantém temporariamente sua constância, mas logo se transformam, perdendo-se no emaranhado das experiências (memórias recentes)…Talvez pincelasse as fotografias desse acervo com o verniz extraído das minhas experiências, buscando nos retratados minhas próprias paixões, desejos ou desassossegos.E, dessa forma, finalmente as ressignificando.”